sexta-feira, novembro 10, 2006

Quê?

Tive que baste.
De quê?
Daquilo que nos deixa
ficar em raiva contida
e permanente,
contra tudo!
Porquê?
Porque nos desarma
injustamente
e constantemente,
de tudo!
Para quê?
Para nos agarrar e dobrar
e cegar e queimar
até ao fundo
de tudo!
Tive que baste.
De quê?
De tudo!
De nada!

Conceição Cotta, in "Index Poesis", Edição SCALA/O FAROL, 2006, P.43

14 Comments:

Anonymous poetaeusou said...

PORQUE
Porque os outros se mascaram mas tu não
Porque os outros usam a virtude
Para comprar o que não tem perdão
Porque os outros têm medo mas tu não.
Porque os outros são os túmulos caiados
Onde germina calada a podridão
Porque os outros se calam mas tu não.
Porque os outros se compram e se vendem
E os seus gestos dão sempre dividendo.
Porque os outros são hábeis mas tu não.
Porque os outros vão à sombra dos abrigos
E tu vais de mãos dadas com os perigos
Porque os outros calculam mas tu não.
in) sophia de mello breyner
poetaeusou(insignificante)

9:28 da tarde  
Blogger wind said...

Excelente!:) O não ter nada na vida dá raiva mesmo.
Beijos

11:04 da tarde  
Anonymous Jofre Alves said...

penso ser a primeira vez que aqui cheguei, nas ondas da blogosfera. O que vi e li foi do meu inteiro agrado, e vou sair sem «ficar em raiva contida». Voltarei, pela poesia e pela qualidade. Bom fim-de-semana.

11:49 da tarde  
Blogger Sandra Cardoso said...

Ponto final, parágrafo.


Beijo

3:17 da tarde  
Blogger Su said...

jocas maradas. de tudo! de nada!

8:11 da tarde  
Blogger Peter said...

Um grito de raiva.

Um problema no blog, levou-me a substituir o template, por outro bastante antigo, que tinha de reserva. Isso tem levado, a pouco e pouco, à reposição dos anteriores links e é o que vou fazer do seu blog.

Bom fds.

10:43 da tarde  
Blogger mfc said...

Ter que baste, sim! Paciência... mas dobrar é que não!

1:00 da manhã  
Anonymous Friedrich said...

De nada estou repleto, de tudo não sei o que é pelo pouco que me resta...

Um beijo amiga Dulce, bom fim de semana

2:25 da manhã  
Blogger Paula Raposo said...

Bem verdade! Beijos.

10:37 da manhã  
Blogger luis manuel said...

O "nada" será justamente o "tudo" que conseguiremos impedir que domine gritando : basta.
Para que as raivas não se apoderem de nós e nos levem por caminhos a que inevitavelmente chegaremos ao fundo, dobrados, resignados.
Coincidências ou não... sermos lutadores. Não desistir pelo suor derramado. E sentir que o amor nos acompanha.

Um beijo, amiga.

11:25 da manhã  
Blogger A Rapariga said...

Demais!

12:26 da tarde  
Anonymous poetaeusou said...

FORA DA ONDA:
Encontrei perdido na rede Global.
Necessidade de Compartilhar.
Será o Tejo que recusamos, ver ?.
O VELHO E O TEJO.
O velho olha o Tejo
Só encontra passado
O futuro este estranho
Custa-lhe caro.
O velho procura restos
Que o Tejo lhe lança às mãos
Procura o pão
O futuro, não o alimenta.
O velho é solidão
Uma sombra esguia na areia
Seu futuro é miragem, não oásis.
O velho namora o Tej
Companheiro de todos os dias
Sua lápide, o futuro.
in: Ozias Filho. /Brasil)
poetaeusou(amantedotejo)

1:40 da tarde  
Anonymous poetaeusou said...

FORA DA ONDA:
Encontrei perdido na rede Global.
Necessidade de Compartilhar.
Será o Tejo que recusamos, ver ?.
O VELHO E O TEJO.
O velho olha o Tejo
Só encontra passado
O futuro este estranho
Custa-lhe caro.
O velho procura restos
Que o Tejo lhe lança às mãos
Procura o pão
O futuro, não o alimenta.
O velho é solidão
Uma sombra esguia na areia
Seu futuro é miragem, não oásis.
O velho namora o Tej
Companheiro de todos os dias
Sua lápide, o futuro.
in: Ozias Filho. /Brasil)
poetaeusou(amantedotejo)

1:40 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

TENHO QUE BASTE. DE QUÊ ? DE TUDO.
INFELIZMENTE, NESTE MOMENTO, SOLIDÃO, TRISTREZA, DESAMOR (NÃO CHEGA?)

1:56 da tarde  

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