quarta-feira, setembro 27, 2006

Velhos companheiros


Chega sempre a hora
De voltar dentro
De fechar a porta
Aferrolhar janelas
De convidar a espera
A esperar comigo.
Sentamo-nos em silêncio
Eu que espero e a espera,
E deixamos que o escuro se instale também.
E já somos três
Eu que espero, e a espera
E o escuro também, velha companhia.
Olhamos o tempo
Num relógio sem corda
Que só marca a noite
E esqueceu o dia.

Encandescente, Colecção Polvo, Lisboa, 2005, p. 55

(Foto em www.trekearth.com )

6 Comments:

Anonymous Anónimo said...

"Eu que espero, e a espera...
O Dia virá e seguido ao dia a Noite cairá."
Bela escolha para um dia assim.

5:15 da tarde  
Blogger Peter said...

Bonita foto

11:47 da tarde  
Blogger wind said...

Dulce, mais uma belíssima escolha que já me é difícil comentar, porque tudo o que colocas (teu, ou não) é da tua sensibilidade com a qual muito me identifico.
Olha, vamos olhar hoje a noite e esperar...
beijos

12:36 da manhã  
Blogger Paula Raposo said...

Às vezes acontece assim. Beijos.

10:17 da manhã  
Blogger vero said...

saudades tuas querida amiga, tas bem??
Beijinhos***

3:00 da tarde  
Blogger A Rapariga said...

Sempre belos os poemas da Encandescente

9:40 da tarde  

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