sexta-feira, julho 07, 2006

...

"Agora já não nos abraçamos, já não nos reconhecemos, já nem sabemos quem éramos. Ele já não sabe quem eu sou e eu já não sei quem ele é. Exactamente o mesmo que era antes de nos terem apresentado, há muitos anos. E se o visse na rua lembrar-me-ía de alguém mas não saberia de quem. Com ele passa-se o mesmo. Foi há muito e durou pouco tempo. Não vale de nada falar nisso, no amor que morreu. Não há sopro de vida que possa ressuscitar um amor morto. Como as palavras são parecidas, amor morto, meu amor, estranho acaso."

PAIXÃO, Pedro, "Muito, meu amor", Livros Cotovia, Lisboa, 2003, p.70

9 Comments:

Blogger Paula Raposo said...

Lindíssimo! Não há sopro para ressuscitar um amor morto. Pois não. É mesmo verdade. Beijos, bom fim de semana, Dulce.

4:27 da tarde  
Blogger wind said...

Não há acasos:)
E é mesmo assim, nada é eterno e quando morre, acaba mesmo.
Grande Pedro Paixão!:)
beijos

4:45 da tarde  
Blogger escrevi said...

Comigo foi há muito tempo, durou muito tempo e ele só me faz lembrar... ninguém!

Bjs.

4:49 da tarde  
Blogger luis manuel said...

"But is there someplace far away, someplace where all is clear
Easy to start over with the ones you hold so dear
Or are we left to wonder, all alone, eternally
But is this how it's really meant to be
No is it how it's really meant to be

Well if they say that love is in the air, never is it clear
How to pull it close and make it stay
If butterflies are free to fly, why do they fly away
Leavin' me to carry on and wonder why
Was it you that kept me wondering through this life
When you know that I was always on your side"

Amor morto... ou amor que não passou de ponto morto.
Não arrancou, para estar "always on your side".
É preciso isso, para fazer a diferença nas palavras que se apresentam parecidas mas que estão tão distantes.

Um beijo, amiga

12:48 da manhã  
Blogger estoycomountren said...

Dulce. Maravilloso el texto transcrito en tu post de hoy.

Pero yo creo que el amor, ESE AMOR QUE NOS SOSTIENE, nunca muere, aunque muera, aunque se extinga...no.no.no. el amor no muere porque sigue vivo dentro de nosotros, en lo más oculto y recóndito de nosotros.

Un beso para ti.

12:06 da tarde  
Blogger anatema said...

Hola Dulce, me ha gustado mucho ese texto que nos dejas hoy.

Oh...el amor, siempre el amor.

12:08 da tarde  
Blogger AS said...

Dulce, um belo texto do Pedro Paixão, onde o realismo da sua escrita nos sempre nos surpreende!...


Um beijo meu...

4:14 da tarde  
Blogger DE PROPOSITO said...

'No amor que morreu'. _Será que ele chegou mesmo a existir?!...
Fica bem.
Um beijinho para ti.
Manuel

4:37 da tarde  
Blogger lena said...

Pedro Paixão que adoro ler, mais um dos seus excelentes textos que me deixa presa às suas palavras,

mas já agora eu abraço-te por o trazeres sempre até nós

beijinhos Dulce, doce menina


lena

9:55 da tarde  

Enviar um comentário

<< Home