sábado, novembro 25, 2006

Espera


Eis-me num promontório não assinalado
e desconhecido, único lugar da beira-mar
onde as noites são amarelas. Eis-me aqui,
velando.

Se virás ou não, não importa mais.
Seguirei velando sob a noite longa, porém,
jamais assustadora ou azul ou escura.
Eis-me aqui num promontório não assinalado,
velando.

pelo mar, pela noite amarela ou por ti

velando,
velando,
velando.

Ivo Machado, in "Tantas Mãos, a mesma Primavera", Oficina do Livro, 2005, p.47
(Foto minha)

6 Comments:

Anonymous poetaeusou said...

PROMONTÓRIO.
(Um olhar diferente)
Numa praia em frente ao mar
Um homem e uma mulher
Brincam de ser eles mesmos
A noite toda e o dia seguinte
Entre conchas, e bancos de areia e pedras e restos de ondas
Inutilmente
Só é verdadeiro o mar.
O homem, a mulher, e o promontório não existem.
poetaeusou(diferente)

9:46 da tarde  
Anonymous poetaeusou said...

Falha...
Poema de Lauro Marques.
poetaeusou

9:51 da tarde  
Blogger JPD said...

Noites assim não deixarão de ser singulares.
;)

7:16 da tarde  
Blogger Paula Raposo said...

Lindíssimo!! Beijos.

8:17 da tarde  
Blogger Sandra Cardoso said...

Parabéns pela foto extraordinária !!

O poema não o li ... cantei-o. Depois foi só fechar os olhos e dexar-me embalar ... até ao promontório!

Beijo

12:37 da tarde  
Blogger Sandra Cardoso said...

Ups, é mesmo "deixar-me"!!! O efeito que este poema causou em mim!...

12:45 da tarde  

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