quinta-feira, setembro 14, 2006

Passagem das Horas (excerto)

(...)
Multipliquei-me, para me sentir,
Para me sentir, precisei sentir tudo,
Transbordei, não fiz senão extravasar-me,
Despi-me, entreguei-me,
E há em cada canto da minha alma um altar a um deus diferente.
(...)

PESSOA, Fernando, "Poesias de Álvaro de Campos", Clássica Editora, p. 204

3 Comments:

Blogger wind said...

Obrigada por esta passagem.
Mais uma vez uma grande identificação. Pensei que era só em adolescente e passasse, mas conforme os anos passam, a paixão trasformou-se em algo sereno, calmo, aconchegante, alma gémea:)
E lá divaguei:)
Beijos

11:43 da tarde  
Blogger Paula Raposo said...

E concordo!! Beijos para ti, Dulce.

7:28 da manhã  
Blogger aldina said...

Que grande "besta", o talento deste homem é BESTIAL!

8:24 da tarde  

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