terça-feira, maio 23, 2006

Náufrago

Agora morto oscilas
Ao sabor das correntes
Com medusas em vez de pupilas.

Agora reinas entre imagens puras
Em países transparentes e de vidro,
Sem coração e sem memória
Em todas as presenças diluído.

Agora liberto moras
Na pausa branca dos poemas.
Teu corpo sobe e cai em cada vaga,
Sem nome e sem destino
Na limpidez da água

Sophia de Mello Breyner Andresen

Hoje morreu o nosso amigo Fernando Bizarro do Fraternidade.
São em sua homenagem as palavras de Sophia.
No meu coração permanecerá a sua presença sempre amiga.

12 Comments:

Blogger luis manuel said...

Dulce
Deixei algumas palavras na página da Paula, onde me habituei a encontrar o vosso amigo Fernando, como pessoa particularmente especial que mostrava ser.
Pelos seus familiares e amigos.
Por ti, que partilhavas a sua amizade.

Um abraço.

6:31 da tarde  
Blogger wind said...

De certeza que ele gostaria de ler esse poema. Não posso dizer que era sua amiga, porque não o conheci o suficiente para isso, mas gostava da pessoa dele.
Que R.I.P.
Beijos

10:03 da tarde  
Blogger JPD said...

Olá Dulce

Tanto o poema da Sophia como o do F.Pessoa, são eloquentes.
Bjs

10:42 da tarde  
Blogger saisminerais said...

Amiga Dulce
Um dia triste para todos os que o conheciam e aprenderam a gostar dele como ser humano e amigo que era.
Deixo aqui um beijinho e um @~>- com o desejo de que esteja algures em descanso

3:02 da manhã  
Blogger Paula Raposo said...

O poema mais belo que escolheste para o Fernando! Obrigada pelas tuas palavras amigas, no meu blog e ao telefone. Beijos.

8:26 da manhã  
Blogger Aromas Do Mar said...

Vim deixar-te um beijo grande e partilhar contigo esta dor da partida do nosso amigo Fernando..., afinal foi ele que um dia nos colocou frente a frente.

Beijo da Lina/MAr Revolto

10:04 da manhã  
Blogger jorgesteves said...

Embora alheio, pouso o mais sossegado silêncio sob as palavras serenas da Sophia Andresen.
amizade,
jorgesteves

3:17 da tarde  
Blogger Carmem L Vilanova said...

O vazio e a saudade serao agora nossos eternos companheiros!!!
Fara falta, muita falta!
Um beijo silencioso, em respeito e admiracao ao nosso amigo Fernando!

6:24 da tarde  
Blogger A Rapariga said...

morrer é diferente do que se pensa, e mais feliz.
E cessou no momento em que a vida surgiu.

É assim que eu penso e acredito.
Acho que o Fernando também.
Apesar de me doer, confortam-me estas palavras do Walt Whitman.

Beijos, Dulce

6:37 da tarde  
Blogger lazuli said...

Dulce, um abraço

12:31 da manhã  
Blogger Sandra Feliciano said...

no teu, nos nossos e até no coração da blogosfera! ;-)

11:25 da tarde  
Blogger dinorah said...

Um ano antes, em 2005, morria a Marlene. Dois dias depois deste post o Tó...

Não conheci a Marlene, nem o Fernando.

Conheci, amava (e amo) o Tó. De tal forma que sei que ele continua a viver em mim.

Mais uma vez invadi o teu espaço. Não sei porque vim espreitar o mês de Maio do ano passado... Talvez porque o faça muitas vezes noutros blogues, talvez porque às vezes parece que as pessoas se esquecem de quem partiu...
Será assim?
Esquecemo-nos deles?

Ainda não acredito.
Beijinho e mais uma vez desculpa a invasão.

12:42 da manhã  

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