sábado, setembro 30, 2006

Pois o tempo não pára ...

Pois o tempo não pára, nem importa
Que vividos os dias aproximem
O copo de água amarga colocado
Onde a sede da vida se exaspera.

Não contemos os dias que passaram:
Hoje foi que nascemos. Só agora
A vida começou, e, longe ainda,
Pode a morte cansar à nossa espera.

SARAMAGO, José, "Os poemas possíveis", Caminho, Lisboa, 1999, p. 178

2 Comments:

Blogger dulce said...

Já sei que não gostas, Isabel!!
Amanhã será mais do teu agrado! :-)

1:33 da tarde  
Blogger wind said...

lololol, ia dizer isso mesmo:)
beijos

1:36 da tarde  

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