sábado, agosto 26, 2006

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"Sempre que penso em ti avanças em desordem no ar, e a minha memória aflita tem pressa de te alcançar, o sangue tem pressa em correr, e antes de alcançar tremo, sinto pavor em chegar. O meu coração é a criança a correr para ti e tu desapareces no interior da minha respiração, de uma dança elevada à solidão que faz arder o vento atrás de si. Sempre que penso em ti rogo pela ressurreição do tempo, pela subversão dos dias."

PAIXÃO, Pedro, "Nos teus braços morreríamos", Livros Cotovia, Lisboa, 2000, p.112

6 Comments:

Blogger Era uma vez um Girassol said...

Talvez até parar o tempo, rodar os ponteiros para trás e modificar tudo.
O texto de Pedro Paixão é lindisimo. A escolha ditou-te o coração.
Beijinho

8:49 da tarde  
Blogger wind said...

A maneira como PP escreve tão bem o que e como se sente, é brilhante!
beijos

10:49 da tarde  
Blogger lazuli said...

"Sempre que penso em ti rogo pela ressurreição do tempo, pela subversão dos dias."
E nada mais. Beijos!

5:37 da manhã  
Blogger o alquimista said...

Olá amiga, não sei se é o teu sentir que espressas neste texto, se é dirte-ei que coração que bate a esta cadência é forrado a folhade ouro...

Doce beijo

10:31 da manhã  
Blogger Su said...

adorei

Sempre que penso em ti rogo pela ressurreição do tempo, pela subversão dos dias

jocas maradas

2:18 da tarde  
Blogger Paula Raposo said...

Como tem razão o Pedro Paixão...Beijos.

3:16 da tarde  

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