quinta-feira, julho 27, 2006

Noite

Uiva a Lua a ausência do lobo,
- a solidão para sempre presa do seu círculo de luz.

Estridente a noite grita,
ferida dos passos que a rasgam.
Nos lábios dos amantes
desenha-se o nome da ausência.

Os corpos famintos de palavras.
Os olhos sedentos de carícias.
A perda gravada
na palma das mãos.

Uiva a noite banhada na solidão da Lua,
e a luz estilhaça-se!

4 Comments:

Blogger wind said...

Danou-se!
Está de tal maneira maravilhoso, que não sei que mais escrever.
Transmitiste o que sentes neste belíssimo poema e mais não escrevo:)
beijos
PS:Procura-se editor para a Dulce:))))

3:07 da manhã  
Blogger Paula Raposo said...

Tão bonito, Dulce!! Lindo! Adorei! Beijos, bom fim de semana.

8:57 da manhã  
Blogger escrevi said...

Está bonito e bem escrito, mas, não é dos meus favoritos.

Um beijo.

2:10 da manhã  
Blogger saisminerais said...

Menina poeta e amiga que adoro
beijinhos do teu amigo

5:15 da tarde  

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