sexta-feira, julho 21, 2006

Contrastes

Vejo o bulício da cidade e guardo em mim o verde das árvores eternas que me olham.
(E no ar rarefeito encontro a luz)
Olho o azul límpido do céu, e é o infinito perdido na névoa que entrevejo.
(E na pureza do verde descubro a única verdade)
O ruído da cidade atinge-me com menor intensidade que aquele desmedido silêncio.
(E ao canto da cigarra ligo os ecos do passado)
As palmeiras vergadas na berma dos passeios parecem olhar os fetos que rastejam aos meus pés.
(E o Verão traz consigo as tatuagens do Outono)
Tantas são as gentes que falam, gesticulam e gritam quando apenas me bastaria uma única voz ...
(... que apenas o silêncio reconhece !)

4 Comments:

Blogger Paula Raposo said...

Não comento. Belo e sentido, não faria sentido dizer algo! Bom fim de semana e um beijo.

3:29 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Bonito, saber que na pureza do verde encontras a verdade.
Bonito a descrição de contrastes.
Muitas vezes na vida vejo-me como um contraste entre as pessoas e tento que a minha luz seja disfarçada na escuridão, porque nem toda a gente dá valor aos contrastes.
Eu dou muito valor à luz que emites.
Bem hajas e parabéns pela delicia deste blogue

3:47 da tarde  
Blogger wind said...

Belo, muito intimista e só o silêncio reconhece porque a voz não resolve "falar":)
beijos

4:00 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

...e aquele pobre ser, angustiado, pediu STOP, quando devería ter posto sinal verde. Mas a natureza humana é muito estranha...

7:57 da tarde  

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