quinta-feira, abril 06, 2006

Vento


As palavras
cintilam
na floresta do sono
e o seu rumor
de corças perseguidas
ágil e esquivo
como o vento
fala de amor
e solidão:
quem vos ferir
não fere em vão,
palavras,

OLIVEIRA, Carlos de, "Quinze Poetas Portugueses do século XX", Assírio & Alvim, 2004, p.192

(Foto em www.trekearth.com)

12 Comments:

Blogger estoycomountren said...

El amor es, a veces, ágil y esquivo, como el viento.

Bonitos versos.

11:28 da manhã  
Blogger Armando Moreira said...

Ois que se cale o Vento. e se fale apenas de amor...bonito este teu pensamento...
Amoreira

11:36 da manhã  
Blogger José said...

Foto espectacular, muito adequada a este excerto do escritor da Gandâra.
Beijinho

11:48 da manhã  
Blogger wind said...

O amor fere muitas vezes, demais. beijos

12:24 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Um encanto, como sempre.
Beijos
Serapião

12:25 da tarde  
Blogger Paula Raposo said...

Belo! Beijos.

12:46 da tarde  
Blogger jorgesteves said...

...que palavras, são como setas: depois de lançadas não voltam atrás!
jorgesteves

3:13 da tarde  
Blogger AS said...

O amor e a solidão ferem talvez demasiadas vezes... e palavras!


Um beijo Dulce

3:25 da tarde  
Blogger luis manuel said...

Sentir esse rumor, ágil e esquivo.
No sono. No sonho adormecido.
Falando de amor e solidão.
Ferindo por palavras, deixa marca profunda.

Ao som do vento... que passa.

Um beijo, amiga

4:04 da tarde  
Blogger Peter said...

A foto é linda. Quanto ao poema, gostei bastante. Trata-se dum poeta que não conhecia. Lá terei que ir folheá-lo à FNAC e, muito possivelmente, comprá-lo.

Apreciei os comentários inteligentes e, por isso, fico por aqui, pois tudo já foi dito.

10:30 da tarde  
Blogger JPD said...

Olá Dulce!

Fizeste uma excelente escolha (ilustrada a preceito).
Conheço mal a obra do Carlos Oliveira e tenho um cuidado especial em consultar o site da Assírio por a achar tão cretiriosa no plano de edições.
Finalmente, dou muito valor à poesia, apesar de ler muito mais prosa.
Belo post.
Bls

12:04 da manhã  
Blogger AQUENATÓN said...

Lindo catavento.
Belo poema.
Bji

8:01 da manhã  

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