segunda-feira, fevereiro 20, 2006

Tejo


Aqui e além em Lisboa - quando vamos
Com pressa ou distraídos pelas ruas
Ao virar da esquina de súbito avistamos
Irisado o Tejo:
Então se tornam
Leve o nosso corpo e a alma alada.

Sophia de Mello Breyner Andresen, "Musa", Caminho, Lisboa, 2004, p.39
(Foto minha)

11 Comments:

Blogger José said...

Bonito o meu Tejo, tanto nas palavras como na imagem... e a imagem que ele nos deixa e que realmente nos eleva.
Bjs.

1:35 da tarde  
Blogger wind said...

Bonita foto e bela escolha de prosa de Sophia de Mello Breyner com a sua água sempre, seja rio ou mar:) beijos

1:36 da tarde  
Blogger augustoM said...

Dulce, eu sou do Tejo das fragatas, das faluas e dos golfinhos. Dos barcos de pesca, das varinas, dos pescadores, dos descarregadores do melão de Almeirim e do sal de Alcochete.
Sou do Tejo dos barcos com mil partidas e mil chegadas, do cheiro a marsia e águas limpas.
Eu sou de um Tejo que era um mundo dentro do nosso.
Um abraço. Augusto

2:02 da tarde  
Blogger anatema said...

Porque el río nos conduce siempre por el buen camino..................

2:36 da tarde  
Blogger A.na said...

Dulcinha.Hoje dia 20.2canal.magazine da musica.00.30h.estou por lá 2 segundos.Sem jeito para falar,mas é este o meu e sou eu...viva para voces que a imagem tem sido o meu eu.
Abraço-te miga.

9:02 da tarde  
Blogger AS said...

Dulce, Sophia continua entre nós, através dos seus poemas...

Beijossss

9:15 da tarde  
Blogger JPD said...

Não me canso de repetir: a Academia Sueca exagera não reconhecendo os poetas como merecedores do Prémio Nobel da Literatura. A Sophia merecia antes de Sramago. Qual era o problema de serem dois portugueses, em anos seguidos!
Bjs

9:46 da tarde  
Blogger Paula Raposo said...

O rio, o mar, a água. Beijos.

11:35 da manhã  
Blogger mixtu said...

o estuário do tejo é uma das maravilhas de portugal, e só se dá valor no regresso quando o avistamos de avião,
jinhos

1:17 da tarde  
Blogger travessias said...

Além Tejo. A partir de Cacilhas já devia ser ALENTEJO.

2:22 da tarde  
Blogger lena said...

Dulce, ler Sophia dá-me um grande prazer e está sempre presente em mim

digo sempre Sophia sabe a[mar] e este é um dos belos poemas dela, que bem sabes escolher minha amiga

para ti porque me diz sempre muito:

Cortaram os trigos. Agora
a minha solidão vê-se melhor.

Sophia de Mello Breyner Andresen
in O Nome das Coisas


um beijo para ti com muito caribho


lena

12:13 da tarde  

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