quarta-feira, fevereiro 22, 2006

Quarto


Estendo devagar a mão
para que a tarde se aninhe
nos meus dedos

Me ponho quieta imóvel
para que pouse
sem medo
nos meus ombros

me sinta coisa árvore
e não fuja de mim

LOPES, Teresa Rita Lopes, "Os dedos os dias as palavras", Figueirinhas, Porto, 1987, p.70
(Foto em www.olhares.com)

10 Comments:

Blogger lena said...

uma vez mais me consegues surpreender

belo!

"...
Porque será que meus olhos tanto necessitam
de ver mar ao longe?
Ou pelo menos a água
de um rio
para aí cheirar a sua raiz
Se calhar foi por tanto apetecer o azul
da água ao longe
que meus olhos são claros
e por tanto amar o mar
que meus desgostos
se tornaram destemidos e salgados
e têm
o voo a pique das gaivotas
e o grito ácido
dos pássaros marinhos

Teresa Rita Lopes


beijos para ti,
Dulce, não consigo comentar tão boa poesia, toca-me na alma e as palavras não conseguem sair

lena

12:22 da tarde  
Blogger wind said...

Belo! beijos

1:14 da tarde  
Blogger HatA/mãe said...

Dulce
Boa tarde, sobre a citação, não sei, encontrei-a num blog, nem sei qual, porque quando era para consultar, não os adicionava aos favoritos, esquecia-me.
Já quiz lá voltar, não o encontrei.
Era sobre alguem que tinha tido um perda, e, nao estava a ultrapassr, aliaz nos seus textos deixava claro a intenção de se suicidar.
Tenho preocurado imenso, encontrei outros um o rapaz se suicidou, quando lá voltei e, muitos outros que foram ter comigo no outro blog que encerrei.
Parece que o tema morte, cada vez atrai mais as pesoas.
A frase terá de certo um autor , se preurares na net julgo eu. A mim acenta-me na perfeição...Eu não engano ninguem, a minha familia sabe...estou a tentar sobreviver, mas uma parte de mim morreu...
Poderia estar aqui um dia a falr de mim, mas não é o lugar indicado.
Virei visitar-se, somos quaze da mesma ida de e ja te adicionei. Gosto das tuas palavras já ontem disse, da musica a cor branca, emfim...quando estiver mais cinzenta digamos que venho "roubar-te um pouco de luz.
Um abraço

3:09 da tarde  
Blogger Artur Moura Queirós said...

Embalada a tarde, adormece no aconchego de quem contempla a sua beleza...:)

8:05 da tarde  
Blogger lusoblogger said...

Brigado, por finalmente me visitares... lá no meu sítio...rsss

beijo

10:47 da tarde  
Blogger Paula Raposo said...

Muito belo! Beijinhos.

8:00 da manhã  
Blogger HatA/mãe said...

Um poema lindo Dulce,
Eu escrevo coisas tristes, a ausencia foi curta, mas o regresso doloroso.
Um abraço.

8:02 da manhã  
Blogger AS said...

Muito lindo Dulce...

Beijoss

2:06 da tarde  
Blogger Göttlicher Teufel said...

...bom...

4:12 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

O que é que aconteceu áquelas cartas tão lindas que vinham de tão longe?

7:07 da tarde  

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