segunda-feira, janeiro 22, 2007

Vazia

Quis escrever ...
as mãos indecisas, suspensas de pensamentos vagos,
e em todas as frases que inventei, a mesma palavra.
"Ontem ..."
Na folha em branco quis projectar-me.
Primeiro, aguarela clara reflectindo a luz.
Hoje,
traço a carvão esborratado e denso.
Aquele ponto que no infinito fixava - translúcido agora -
distorcia as imagens,
iludia os rostos.

Desisto! pensei.
Vazia e muda.
De tudo.
De mim.

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14 Comments:

Anonymous Anónimo said...

Às vezes pensa-se em desistir. Mas é só pensar. Escrever e ler é muito bom! Beijos.

9:54 a.m.  
Anonymous Anónimo said...

A 16 de Janeiro fizeste um pedido: Não desistas.

A 22 do dito mês peço eu: MÃO DESISTAS.
TU TENS FORÇA E MUITA CORAGEM.

Eu já não tería tanta. BJ

10:01 a.m.  
Anonymous Anónimo said...

A pressa é inimiga da perfeição.
NÃO DESISTAS E não MÃO...

10:03 a.m.  
Blogger wind said...

Tens de guardae a aguarela de ontem para continuares a brilhar hoje:)Desistir é para os fracos!
beijos

10:13 a.m.  
Anonymous Anónimo said...

Quando, de novo, a vontade vier a primeira das palavras a bailar no desejo, será Amanhã
Espero!

11:27 a.m.  
Blogger augustoM said...

Nem sempre o sentir nos desperta, é preciso deixar passar o momento desalentado, para a inspiração voltar
Um beijo, augusto

1:51 p.m.  
Anonymous Anónimo said...

Dulce.
O teu prosar, o teu poemar.
Não estão alem de ti.
Estão antes de ti.
Não nos podes privar.
Dos teus escritos.
Precisamos deles.
Porque deles estamos famintos.
VÊ. Como "O que os teus olhos vêem.
Num simples folha em branco. Um
unico traço e soltar a imaginação.
Um bjo. Alem e Aquem de Ti.

2:35 p.m.  
Blogger Ana Ramon said...

Todos nós temos as nossas pequenas desistências. Por vezes é a forma de avançarmos depois com muito mais ímpeto. Não me assustei com o que escreveste.. se não sai, desiste-se.. ou melhor: adia-se :)))
A maior parte das vezes o desistir não é definitivo. É apenas temporário e saudável.
Vim espreitar-te e continuas com as mãos nos bolsos. Não te rales. Sabemos esperar.
Um beijinho

8:29 p.m.  
Blogger JPD said...

Muito bom.
:)

8:56 p.m.  
Anonymous Anónimo said...

Quando se abre uma folha em branco para nela escrever já nasceu. Por vezes é uma questão de espera. Outras vezes é tão rápido que nem damos por isso. Normalmente vale a pena. A dor... Seja o que for. Sempre que abrires o caderno numa folha em branco, saberás que és tu. Saberei-o também, espero.

Beijo

9:24 p.m.  
Anonymous Anónimo said...

acontece. depois volta. Até as pausas são necessárias :)

boa noite

10:15 p.m.  
Blogger José said...

Vazia…
está a folha do amanhã, esperando mais um retrato.
Um retrato do passado, do presente ou até um sonho… do futuro.
A esperança nunca pode ficar em branco, têm um amanhã.
Beijos. De mim.

11:12 p.m.  
Blogger Concha Pelayo/ AICA (de la Asociación Internacional de Críticos de Arte) said...

Dulce. Las personas tenemos una habilidad asombrosa para vaciarnos por dentro.

A veces, nos vaciamos tanto que nos volatilizamos. Esa sensación tuya la comparte el ser humano porque es inherente al hombre.

Somos todos tan iguales...que sólo tenemos que mirar a nuestro interlocutor.

11:51 p.m.  
Blogger Doces Momentos said...

Gostei muito de visitar o teu blog.
Voltarei.
Um beijo muito doce

12:46 p.m.  

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