Instantes
... e assim passam os dias ... mansamente ...
Tantas vezes refiro quão relativa é a passagem do tempo ...
Voam as horas, quando felizes,
arrastam-se penosamente os minutos quando aguardamos “o momento”.
Ao longe está a presença, o bem estar, a posse, e em seguida a perda ...
... essa brusca dor que desampara e derruba
... esse vazio que devora o sentimento, que arrasa e destrói a esperança.
De início vacilo - desmorono-me - as mãos cheias de pedaços de nada.
Busco no baú da vida vivida os sorrisos mais recentes,
o abraço da chegada,
as recordações que o tacto guardou ...
Está tudo lá.
Num turbilhão todos me abalroam e afundam num caudal tão imenso que me atira ao chão ... Procuro então uma âncora que me prenda a terra firme,
que me salve daquela maldita maré negra,
que me erga,
me ressuscite,
me faça esquecer.
Deixo que os dias, as horas, os minutos e os segundos se diluam num enorme espaço em branco. Engano a minha percepção percorrendo sem ver e a galope os dias da semana, sem pensar que assim também a vida se esgota ...
Porque um dia virá, em que sem quase dar por isso entrarei naquele túnel.
Toda a minha vida passará por mim,
já não penosamente,
já não lentamente
mas num ápice,
como estes pequenos/grandes instantes em que vivo.
Tantas vezes refiro quão relativa é a passagem do tempo ...
Voam as horas, quando felizes,
arrastam-se penosamente os minutos quando aguardamos “o momento”.
Ao longe está a presença, o bem estar, a posse, e em seguida a perda ...
... essa brusca dor que desampara e derruba
... esse vazio que devora o sentimento, que arrasa e destrói a esperança.
De início vacilo - desmorono-me - as mãos cheias de pedaços de nada.
Busco no baú da vida vivida os sorrisos mais recentes,
o abraço da chegada,
as recordações que o tacto guardou ...
Está tudo lá.
Num turbilhão todos me abalroam e afundam num caudal tão imenso que me atira ao chão ... Procuro então uma âncora que me prenda a terra firme,
que me salve daquela maldita maré negra,
que me erga,
me ressuscite,
me faça esquecer.
Deixo que os dias, as horas, os minutos e os segundos se diluam num enorme espaço em branco. Engano a minha percepção percorrendo sem ver e a galope os dias da semana, sem pensar que assim também a vida se esgota ...
Porque um dia virá, em que sem quase dar por isso entrarei naquele túnel.
Toda a minha vida passará por mim,
já não penosamente,
já não lentamente
mas num ápice,
como estes pequenos/grandes instantes em que vivo.
16 Comments:
Sinto o mesmo que tu, a diferença é que não sei onde está uma âncora.
Tão belamente escrita esta prosa poética:)
beijos
É DULCE.
Foi o INSTANTE.
Certo.
Em que notou.
A sua solidão. Pesou-lhe. Um INSTANTE. Ele queria ter alguém. A quem falar.
PORQUE. É difícil.
Apreciar o Belo.
Sózinho.
A SCALA chegou à blogosfera.
Visita-nos!
Prosa cheia de poesia bem estruturada, desenvolvendo-se em frases muito bem delineadas.
Em suma, uma enternecedora balada em entoações de ritmo muito emotivo
José Luís
Poder-se-ia chanar a essa edição «Crónica de um quotidiano fugazmente lúgubre»
Mas não!
Seria excessivo.
Mesmo algo cinzentos, os teus estados de alma são revirados numa voltinha suave e lá está tudo de volta ao lugar devido.
Muito bem!
:)
Voltar aqui pra te ler é... quase um vício...
Beijo
Mi querdia Dulce:
Vive esos instantes que dices vivir. Atrápalos y no los dejes escapar, porque la vida es tuya.
Un fuerte abrazo amiga.
Gostei de te ler. Bom fim de semana, beijos.
Nada assumo,
Somente a minha humanidade.
Livre para voar nas asas da criatividade ...
Este é o rumo!
Parece Dulce, que nos vamos conhecer no jantar de dia 27, será?
Até sábado, lá.
Bom fim de semana.
Beijos e abraços.
Um beijinho enorme :-))))
Gosto sempre dos nossos almoços!!!
Ana
Dia a dia vou percebendo que NADA sei de ti...
(eu se fosse de dar conselhos diria que aproveitasse e saboreasse bem os lentos momentos de agora... não dou conselhos. )
:)
Bjs
Tão bonito, Dulce!
gostei de ler.te
jocas maradas com tempo...todo
Estou a pôr a leitura dos blogs em dia.
Também li este e gostei.
Um dia tudo chegará ao fim ... Vamos voar no tempo indiferentes ao tic-tac de um relógio alucinado que nos quer levar com ele ... Nao ! A vida é mesmo um pedaço de nada ... Que pode ser um pedaço de tudo !
http://nina-fofinha28.spaces.live.com
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