terça-feira, junho 13, 2006

Hoje e "ontem"

Texto retirado

10 Comments:

Blogger escrevi said...

Nunca me tinhas falado dessas recordações.
Enquanto lia também eu me lembrei da charrete, que era puchada por uma mula e um macho, em que me deslocava tantas vezes quando visitava os meus avós.
Muito bonito. Foi pena o calor, porque a viagem em si é tranquilizante.

Um beijo.

11:34 da manhã  
Blogger José said...

Depois de ler o teu texto também eu fiquei a lembrar os meus tempos de rumo ao norte.

Era também petiz e recordo bem os fins de tarde, verão quente, em que naquela estrada os homens apressadamente faziam a volta para casa depois de um dia árduo de trabalho nas terras. Saudavam-me e de bicicleta com a enxada presa no suporte e o pipo do vinho agora vazio, pés descalços, calças sujas e esburacadas, lá desapareciam estrada abaixo, uma estrada que parecia enorme, nos nossos tempos de meninice. O sol ia desaparecendo e a noite lentamente surgia, o calor era gostoso e o firmamento tornava-se deslumbrante, ao longe onde acabavam as poucas luzes daquela rua, ouvia-se um cão sempre a ladrar bem distante o que fazia parecer que a estrada não tinha fim. Tempos de pobreza, mas ricos de valores humanos.

Um beijo para ti, Amiga e boa estadia no Sul.

11:50 da manhã  
Blogger vero said...

Olá querida amiga, era capaz de passar horas e horas a ler-te...
Beijinhos***
Quanto ao convite, mto obrigada, mas infelizmente nao vou poder ir... tenho mta pena... mas não posso! Obrigada!!! ***

1:15 da tarde  
Blogger BlueShell said...

Preciso tanto de um abraço....ou dum mimo...ou do caraças que me faça sentir que vale a pena estar viva!!! Porra!
BShell

1:20 da tarde  
Blogger wind said...

escreves tão bem que vusializo tudo ao mais pequeno pormenor.
E tens vindo a melhorar de dia para dia, se é que me é permitido dizer isto:) Sinto que te estás a soltar e estou a gostar;)
beijos

6:50 da tarde  
Blogger jorgesteves said...

Uma dormência de tarde diferente das que a memória me guarda: Alentejo aqui, o Minho e Trás-os-Montes no meu ontem...
Os sons das coisas e da alma mudam, apenas, aparentemente: os afectos e os olhos de encher saudade, são sensivelmente os mesmos...

amizade,
jorgesteves

7:06 da tarde  
Blogger contradicoes said...

À medida que ia lendo o post ia-me sentindo também passageiro desse comboio. Sem dúvida que recordar é viver
e quanto mais nos recordamos das coisas boas da nossa infância mais agradável se torna a nossa vida.

7:27 da tarde  
Blogger lazuli said...

tu não imaginas como neste momento desejaria ir rumo ao Sul.

4:36 da manhã  
Blogger luis manuel said...

Entusiasmante, a página 44.
Algumas palavras que podem ser uma descoberta para alguns, uma certeza para outros, todas sensíveis a um encantamento descrito com perfumes e aromas do quanto se ama enquanto se lê.
São lufadas assim que, espero, me ajudem a recuperar algum tempo para a leitura. E como vem sendo um dom, descritas pelas tuas mãos.
E pela mesma Primavera de letras, somos lembrados, como se fosse preciso... das coisas que guardamos dos outros. Na distância estar com eles.
A viagem de comboio com destino ao Sul, num fim de tarde solarengo. A fotografia que recolhe as diferenças das imagens de outrora. Locais de paragem obrigatória até cerrar os olhos e deixando a noite entrar, num suspiro de ar puro, libertar o pensamento ao sonho, ao encanto das estrelas.
Um beijo, amiga.
Aproveita bem.

10:00 da manhã  
Blogger lena said...

também te senti rainha aqui Dulce

descreves tão bem este rumo ao sul que fiz a viagem ao teu lado e senti-te nas tuas tão belas emoçoes

beijinhos meus e aproveita bem

lena

10:13 da tarde  

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