quinta-feira, fevereiro 09, 2006

Dá-me o silêncio

Dá-me o silêncio da minha com a tua boca
Silencia-me num beijo silêncio
Cala-me.
Para não me ouvir.
Cobre-me com o teu corpo
Faz comigo amor silêncio
Apaga do meu corpo
As palavras que retêm
E no momento do orgasmo
Num grito
Ou num sussurro
O teu nome será
A única palavra que direi

Encandescente, Colecção Polvo-Poesia, Lisboa, 2005, p.8

11 Comments:

Blogger lena said...

belo!

neste silêncio escutei o grito do amor numa única palavra

excelente poema e também adoro o livro

como sabes partilhar o que nos toca, Dulce

beijinhos muitos para ti


lena

6:52 da tarde  
Anonymous singularidade said...

Belissímo poema! Gostei muito!

beijos meus

7:11 da tarde  
Blogger wind said...

Repito-me:Belíssimo. beijos

8:29 da tarde  
Blogger Su said...

cala-me para não me ouvir....
amei ler
jocas maradas

8:58 da tarde  
Blogger Paula Raposo said...

O teu nome...belíssimo poema! Beijos, Dulce.

9:57 da tarde  
Blogger luis manuel said...

Este comentário foi removido por um administrador do blogue.

12:15 da manhã  
Blogger luis manuel said...

A paixão ardentemente silenciada com um beijo.
Corpos que se amam abafados em palavras retidas.
E em êxtase a única palavra dita é o nome do amor entregue.

Dulce
"Um desconhecido é o meu amigo,
alguém que não conheço.
Um desconhecido distante, distante.
Por ele o meu coração está cheio de nostalgia.
Porque ele não está perto de mim.
Porque talvez ele não exista de facto ?

Quem és tu que enches o meu coração
da tua ausência ?
Que enches toda a terra com a tua ausência ?"

(escrito por Pär Lagerkvist-Prémio Nobel da Literatura em 1951)

Um beijo para ti, amiga

12:15 da manhã  
Blogger luis manuel said...

A paixão ardentemente silenciada com um beijo.
Corpos que se amam abafados em palavras retidas.
E em êxtase a única palavra dita é o nome do amor entregue.

Dulce
"Um desconhecido é o meu amigo,
alguém que não conheço.
Um desconhecido distante, distante.
Por ele o meu coração está cheio de nostalgia.
Porque ele não está perto de mim.
Porque talvez ele não exista de facto ?

Quem és tu que enches o meu coração
da tua ausência ?
Que enches toda a terra com a tua ausência ?"

(escrito por Pär Lagerkvist-Prémio Nobel da Literatura em 1951)

Um beijo para ti, amiga

12:19 da manhã  
Blogger AS said...

Um poema onde as palavras são como afagos, como músicas lascivas quando entorpecem a alma e calam a noite de inveja das estrelas em orgia...

Um beijo Dulce!...

12:41 da manhã  
Blogger José said...

Como é bonito este silêncio,...
escutando a música apropriada!

Como sempre uma optima escolha.
Bjs.

8:37 da manhã  
Anonymous missivas said...

Poema muito lindo.
Um bom fim de semana, Dulce.

7:07 da tarde  

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